segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Lua que eu te dei.

De vez em sempre, eu me acho tão idiota, tão ignorante, que sinto que todas as pessoas que eu realmente amo vão sumir de perto de mim em um estalar de dedos, mas não porque elas querem, e sim porque eu sempre faço isso acontecer. talvez seja um carma.. não sei, apenas sei que sempre faço tudo e todos se repelirem de mim. É incrível isso! Tão incrível que de vez em quando eu acho graça, haha. Mas não, não é pra achar graça, é pra achar pena. Tenho nojo de mim, vergonha, não suporto mais esse corpo com cheiro de desgraça. Essa mente que já se passaram coisas horrorosas. Esses olhos que já presenciaram coisas terríveis. Pode ser que um dia eu aprenda a controlar eu mesmo, a progredir ao invés de regredir, talvez eu ache que tudo isso é passageiro, mas não. Sinto que aqui dentro só merece solidão e trevas. Não mereço realmente o amor de ninguém, apenas o desapego, a realidade. mas só de pensar em ter você longe de mim. Em não te ligar e nem ficar 3 horas com você no telefone todo dia, muito menos em não ver sua face novamente, em não ver seu sorriso, não te abraçar, não te beijar, nem ao menos dizer que te amo. Isso sim é triste. Não sabia que monstros pudessem sentir alguma coisa, sério. Não sabia mesmo, não era do meu conceito saber que esse tipo de criaturas pudessem sentir algo que fosse destinado a outra pessoa além delas mesmo. Mas, na verdade, sinto medo. Medo do que possa acontecer, do que eu possa fazer com você, comigo, com nós mesmos. Eu tenho medo de mim, é muito difícil e complicado falar isso... mas eu tenho medo de mim. Para finalizar essa postagem super contraditória, vou colocar um trecho de uma poesia do mestre Drummond. Uma boa semana para todos, muito obrigado Blog por me acompanhar nesses momentos mais tensos da minha vida e até a próxima postagem, amigos.

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

dois mil e dez

um ano que já começa assim.. não sei, sinceramente, eu não sei. Desculpe por não escrever a um tempo.. tava dando um tempo para mim mesmo, para pensar na minha vida, para fazer escolhas realmente dificies. Sei que sou muito novo para fazer isso, mas eu tento... eu tento ter uma consciência, uma exatidão das coisas, ter um padrão de vida regular e inenarrável, e com isso, se tornar uma pessoa melhor. Não digo melhor que os outros (até porque ninguém é melhor que ninguém) eu digo melhor.. melhor para mim mesmo! Desculpe, mas não sei como explicar isso. vou acabar complicando mais do que está.. mas voltando ao réveillon, foi uma virada de ano incrível! Com meus amigos do lado, desejando para todos um ano de imensas realizações e tudo de bom. A viagem foi alucinante, nunca pensei que faria uma viagem assim, não! não foi a beleza do lugar... mas sim as companhias que eram de uma perfeição incrível. Voltando à minha terra-natal, fui tomado por uma série de momentos tediosos esperando a minha viagem de carnaval que por pura e total culpa do meu glorioso pai, não fui. Sim, ele me barrou. Mas não tem problema, afinal não é um viagem que vai me abalar, né ? Afinal eu sou feito de alegria e ternura, qualquer lugar pra mim, é festa! Tá, vamos mudar de assunto que isso já está me enjoando.. Eu queria poder falar de tantas coisas aqui.. mas infelizmente não posso, tenho muito medo de quem está lendo tudo isso e o que passa na cabeça de cada um ao ler.. meu maior medo é perder tudo na minha vida, mas o 'tudo' que eu falo, não é material.. é o que está dentro de mim, é! Isso eu vou tentar explicar (mesmo sabendo que não vou conseguir), o que eu mais dou valor nesse mundo é minha vida, minha total liberdade de pensamentos, de escolhas... o famoso livre arbítrio, é ! é isso (bem.. eu tentei). Eu amo saber que o que você me disse eu posso concordar ou não. Que eu posso gostar da camisa mais cara daquela loja, e odiar a mais cara daquela outra. Que eu gosto de algumas religiões e não suporto nem ouvir falar de outras. Não, não é preconceito, não trato ninguém mal pela sua religião ou cor ou escolha sexual ou alguma doença rara, pelo contrário, eu tento ser amigo, eu me considero um curioso formidável! Uma pessoa que nunca está satisfeita com o que já sabe.. sempre tem um desejo ardente de querer saber mais e mais. é.. assim sou eu. E isso nem sempre é muito bom... de vez em quando me sinto 'exagerado' e nunca me preenche.. sei lá, não sei explicar (viu, sabia que uma hora isso iria acontecer de novo, haha), mas enfim.. acho que hoje em dia eu sou uma pessoa melhor (para mim mesmo) do que eu era antes, é assim que eu me sinto. e adoro isso! Uma coisa que eu quero sempre estar fazendo é melhorando. Não importa com o que seja eu quero sempre conseguir meu máximo.. essa é minha meta, meu futuro. E sim! Eu to conseguindo isso, e quero sempre estar conseguindo... wathever. Tá bom por hoje né? aaah, e me desculpe também pela promessa quebrada, tentei fazer um post destinada À 2009, mas não consegui. me desculpem mesmo! Enfim, obrigado por aturar meus desabafos e tudo mais e espero que esse ano seja de puras realizações e sonhos para todos vocês! Até a próxima postagem, amigos.